Depois de tentar, sem sucesso, a convocação de uma pré-convenção para decidir se o PP teria ou não candidato próprio na eleição para governador, o deputado Ernani Polo estava decidido a abandonar a carreira política. Já tinha até convites para trabalhar na iniciativa privada quando começou a receber apelos de empresários para continuar na vida pública.
Polo descartou concorrer novamente a deputado estadual e disse que não tinha como começar agora uma campanha para deputado federal. Foi aconselhado a se filiar ao PSD e, assim, estar apto a concorrer a vice de Gabriel Souza.
Polo tem pouco mais de duas semanas para decidir, mas não fechou a porta. A empresários que conversaram com ele nos últimos dias lembrou que nunca teve outro partido e que tentou viabilizar a candidatura própria no PP, mas foi atropelado pelo presidente do partido, Covatti Filho, que negociou a aliança direto com a cúpula do PL e do PP nacional e referendou a decisão no diretório estadual, mais restrito do que a convenção.
Disse também que não se sente à vontade no PP, porque não conseguiria trabalhar por um candidato que despreza o que o governo Eduardo Leite fez.
— Nós, do PP, fazemos parte desse projeto. Seria até antiético agora virar oposição — disse Polo a um líder empresarial.
Questionado pela reportagem, o deputado confirmou que recebeu convite do PSD, conversou com o governador Eduardo Leite e com Gabriel Souza, mas ainda não decidiu. A indefinição em relação ao futuro de Leite pesa na demora para decidir, já que a presença do governador na disputa eleitoral dá mais peso à chapa de Gabriel.
O PSD gostaria que Polo tivesse assinado ficha no sábado, quando o presidente Gilberto Kassab esteve em Porto Alegre, mas ele pediu mais tempo para decidir. O prazo para trocar de partido e ser candidato em outubro se encerra em 4 de abril.
Fonte: Gaúcha ZH

