Depois da confirmação de um caso de raiva herbívora em Crissiumal nesta semana o Guia Crissiumal pesquisou mais sobre o assunto. Segundo agricultores de Barra do Buricá e arredores, há suspeita de pelo menos 13 animais mortos pela doença na localidade.
No Rio Grande do Sul, a principal forma de transmissão da raiva herbívora é pela mordida do morcego hematófago (Desmodus rotundus), que transmite o vírus ao se alimentar do sangue dos animais.
Após o aparecimento dos sinais clínicos, a doença é considerada quase 100% fatal. A morte geralmente ocorre em poucos dias, variando conforme a espécie:
– Bovinos: normalmente morrem entre 3 e 7 dias após o início dos sintomas.
– Equinos: a evolução costuma ser rápida, com morte em 2 a 5 dias.
– Ovinos e caprinos: geralmente morrem em poucos dias.
– Outros mamíferos também apresentam evolução semelhante.
Embora existam relatos extremamente raros de sobrevivência em humanos após tratamento intensivo, em animais de produção não há tratamento eficaz recomendado. Quando a doença é confirmada ou altamente suspeita, as autoridades sanitárias orientam medidas de controle para evitar novos casos.
O que fazer diante de um animal suspeito
– Isolar o animal e evitar qualquer contato direto, principalmente com saliva.
– Não tentar tratar o animal.
– Comunicar imediatamente o serviço veterinário oficial ou a inspetoria da Secretaria da Agricultura.
Serviço e Contato
Para comunicar suspeitas de raiva ou informar a localização de abrigos de morcegos-vampiros:
Inspetoria de Defesa Agropecuária de Crissiumal (WhatsApp/Fone): (55) 3524-2320
– Vacinar os demais animais suscetíveis da propriedade, conforme orientação veterinária.
Sinais mais comuns da raiva herbívora
– Mudança de comportamento.
– Dificuldade para caminhar (andar cambaleante).
– Paralisia progressiva, geralmente iniciando nos membros posteriores.
– Dificuldade para engolir.
– Salivação intensa.
– Animal permanece deitado e não consegue mais levantar.
Portanto, se um bovino ou outro herbívoro já apresenta os sintomas típicos da doença, a expectativa de recuperação é praticamente inexistente, sendo a vacinação preventiva do rebanho a medida mais eficaz para evitar perdas.

