Exercícios aeróbicos: o que são, exemplos e benefícios
Os exercícios aeróbicos são aqueles em que há o uso de oxigênio para gerar energia para o corpo, e normalmente são realizados por um longo período, com intensidade de leve a moderada, como corridas, caminhadas e bicicleta.
Também conhecido como cardio, os exercícios aeróbicos trazem benefícios para a saúde, como melhorar o funcionamento do coração e dos pulmões, ajudar no controle do peso, aumentar a disposição, além de contribuir para o bem-estar mental e emocional.
É recomendado praticar exercícios aeróbicos por pelo menos 30 minutos por dia, cinco vezes por semana, e devem ser feitos com a orientação do educador físico, que irá considerar fatores como idade, nível de condicionamento e possíveis limitações, para indicar a atividade mais adequada.

Exemplos de exercícios aeróbicos
Alguns dos principais exercícios aeróbios são:
1. Corrida e caminhada
A corrida e a caminhada são atividades acessíveis e eficazes para a perda de peso e a melhora do condicionamento físico, podendo ser realizadas ao ar livre ou na esteira.
É importante ajustar a intensidade e a postura, para garantir melhores resultados e prevenir possíveis problemas, como lesões nas articulações do quadril e dos joelhos.
2. Bicicleta
A bicicleta é uma boa opção de exercício aeróbico, pois aumenta o gasto calórico, contribui para a perda de peso e ajuda a tonificar os músculos das pernas e do glúteo.
Os exercícios na bicicleta são considerados seguros, podendo ser ajustados conforme o condicionamento físico de cada pessoa. Por se tratar de uma atividade de baixo impacto, a bicicleta é indicada para grávidas, iniciantes ou pessoas com dores articulares.
3. Elíptico
O elíptico, também conhecido como transport, é um aparelho de cardio que simula os movimentos da caminhada ou corrida, mas sem causar impacto nas articulações.
Esse aparelho envolve tanto os braços quanto as pernas, ativando diversos grupos musculares ao mesmo tempo, como pernas, glúteos, abdômen, costas e braços, o que aumenta o gasto calórico.
Além disso, o elíptico também melhora o condicionamento cardiovascular, a coordenação motora e o equilíbrio.
4. Remo
O remo é um exercício completo e de baixo impacto, que trabalha ao mesmo tempo braços, pernas, costas e abdômen. Além de fortalecer a musculatura, melhora o sistema cardiovascular e ajuda na queima de gordura corporal.
5. Dança
A dança é uma forma divertida e dinâmica de exercício aeróbico, com gasto calórico que varia conforme a intensidade e o estilo escolhido, como a zumba ou a dança de salão.
Os benefícios da dança podem ser melhorar o condicionamento físico, a coordenação motora e o bem-estar mental, já que reduz o estresse e melhora o humor.
6. Step
O step é um exercício aeróbico feito com uma plataforma, combinando movimentos de subir e descer, geralmente ao som de música. Pode incluir coreografias e tem como objetivo melhorar o condicionamento físico e fortalecer os músculos.
7. Ginástica aeróbica
A ginástica aeróbica é uma atividade física que combina movimentos rítmicos e dinâmicos ao som de música. Geralmente coreografada, a ginástica aeróbica melhora o condicionamento cardiovascular, a coordenação e a resistência física.
8. Pular corda
Pular corda é um exercício aeróbico intenso que queima muitas calorias em pouco tempo, melhora a coordenação motora, o equilíbrio e a agilidade. Além de trabalhar pernas, abdômen e braços, também fortalece o coração e os pulmões.
Entretanto, deve ser praticado com tênis adequado e em superfícies planas para evitar impacto excessivo nas articulações.
9. Polichinelos
O polichinelo é um exercício aeróbico simples e eficaz que ativa o corpo todo. Esse exercício eleva rapidamente a frequência cardíaca, ajudando na queima calórica, na melhora do condicionamento cardiovascular e na coordenação motora.
Diferença entre exercícios aeróbicos e anaeróbicos
Os exercícios aeróbicos dependem do oxigênio para gerar energia e são realizados por períodos mais longos, com intensidade de leve a moderada, como na corrida e na caminhada.
Já os exercícios anaeróbicos, não dependem do oxigênio para gerar energia e são atividades de curta duração e alta intensidade, como sprints e exercícios de explosão. Esses treinos são ideais para ganho de força, potência e massa muscular.
Principais benefícios
Os principais benefícios dos exercícios aeróbicos são:
- Fortalecer o coração;
- Melhorar a respiração;
- Aumentar o condicionamento físico e a resistência muscular;
- Ajudar a controlar a pressão arterial e o açúcar no sangue;
- Reduzir o colesterol ruim, LDL, e aumenta o bom, HDL;
- Fortalecer o sistema imunológico;
- Auxiliar na perda de peso e na tonificação muscular.
Além disso, os exercícios aeróbicos contribuem para a saúde mental e o bem-estar geral, melhorando o humor, reduzindo o estresse e diminuindo o risco de depressão.
Fonte: Tua Saúde
Protetor solar: qual o melhor, como usar (e porque usar diariamente)
O protetor solar é um produto que bloqueia ou absorve a radiação UV, ajudando a reduzir os danos na pele causados pelo sol e prevenindo, assim, o envelhecimento precoce, as manchas escuras, as queimaduras solares e o câncer de pele.
O fator de proteção solar (FPS) dos protetores variam entre 15 e 100, conforme o nível de proteção. Entretanto, é recomendado sempre usar protetor solar com FPS 30 ou superior, para proteger a pele de forma eficaz.
Para garantir a proteção da pele contra os raios UV, é importante aplicar o protetor solar corretamente e reaplicá-lo quando necessário. Também é importante escolher o protetor solar de acordo com o tipo de pele, o que pode ser orientado pelo dermatologista.
Qual o melhor protetor solar
O melhor protetor solar varia de acordo com o FPS e o tipo de pele, conforme alguns exemplos na tabela a seguir:
| Fator do protetor solar | Nível de proteção | Tipo de pele | Descrição do tipo de pele |
|---|---|---|---|
| FPS 100 | Protege em média de 99% contra os raios solares UVB | Peles brancas ou muito sensíveis | A pele é clara, podendo ter sardas; nunca fica bronzeada; e é muito sensível ao sol |
| FPS 50 | Protege contra cerca de 98% dos raios UVB | Adultos com pele branca
Crianças a partir de 6 meses |
A pele é clara, podendo ter sardas; nunca fica bronzeada ou bronzeia pouco; e é sensível ou muito sensível ao sol |
| FPS 30 | Protege em média 97% contra dos raios UVB | Adultos com peles brancas, morenas, morenas e negras
Crianças a partir de 6 meses |
A pele é morena clara, moderada ou escura; pode queimar; sempre bronzeia e é sensível ao sol |
| FPS 15 | Protege contra cerca de 93% a 93,3 % dos raios UVB | Adultos com pele negra | A pele raramente queima, é totalmente pigmentada e minimamente sensível ao sol |
Deve-se sempre observar se no rótulo do protetor solar contém a informação de proteção para os raios ultravioleta do tipo A e B (UVA e UVB).
A proteção UVB garante proteção contra as queimaduras solares, enquanto a UVA protege contra o envelhecimento precoce e o câncer de pele.
É importante ressaltar que, embora o FPS 15 seja o mínimo aceitável, a Sociedade Brasileira de Dermatologia e a Academia Americana de Dermatologia, recomendam o uso de protetor solar com FPS 30 ou superior, para proteger de forma eficaz contra o câncer de pele, o envelhecimento precoce e as queimaduras.
Melhor protetor solar para o rosto
Para escolher o melhor protetor solar para o rosto, deve-se considerar o tipo de pele, as condições de exposição solar e as necessidades específicas.
Pessoas com peles oleosas, podem optar por protetores solares em gel, sérum ou livres de óleo, que evitam o bloqueio dos poros. Já em casos de peles secas a normais, pode-se optar por versões em creme, que também hidratam a pele.
Para proteger contra a luz emitida por tablets, computadores e celulares, pode-se optar por filtros físicos e com pigmentos (maquiagem), para as mulheres, por exemplo.
Melhor protetor solar para o rosto com manchas
Para escolher o melhor protetor solar para o rosto com manchas, é fundamental consultar o dermatologista, que vai considerar as características de cada pele, a necessidade de proteção contra os tipos de radiação, a prevenção e o tratamento da mancha.
Para pessoas com melasma rosácea ou histórico de câncer de pele, pode ser recomendado usar protetor solar com FPS 30 ou maior.
Além disso, para pessoas com melasma, o dermatologista também pode indicar o uso de protetor solar com cor, que ajuda a proteger a pele contra a luz visível emitida por tablets, computadores, celulares e sol.
Como usar o protetor solar
Algumas dicas para usar o protetor solar são:
- Passar o protetor solar na pele seca, de 15 a 30 minutos antes de sair ao ar livre ou da exposição solar;
- Aplicar cerca de uma colher de chá rasa, distribuída no rosto e pescoço;
- Passar 1 colher de chá para cada braço e antebraço;
- Aplicar 2 colheres de chá em cada coxa e perna;
- Passar o protetor por todo o corpo de forma uniforme, cobrindo também pés, orelhas, parte de trás do pescoço e mãos;
- Repassar o protetor solar a cada 2 horas ou imediatamente após entrar na água ou suar;
- Usar o protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados e menos quentes;
- Usar também protetor labial com FPS 30 ou mais.
Ao usar o protetor solar em spray, deve-se pulverizar e, em seguida, esfregar na pele, para cobrir uniformemente. Deve-se evitar inalar o spray e evitar aplicá-lo diretamente no rosto ou perto da boca, e não usar contra o vento.
Outros cuidados que também são importantes durante a exposição ao sol são: usar o guarda sol, óculos de sol e chapéu com abas largas, e evitar a exposição solar prolongada e em horas de mais calor, entre as 10:00h e as 16:00h.
Quando usar
O protetor solar deve ser usado diariamente e e durante o ano todo, independente do tom de pele, da idade ou do clima.
Mesmo em dias nublados ou chuvosos, o protetor solar deve ser usado. Isso porque a radiação UV consegue atravessar as nuvens e atingir a pele em até 80% em dias nublados.
Importância do protetor solar
O uso diário do protetor solar é importante para evitar condições como:
- Lesões pré-cancerígenas;
- Câncer de pele;
- Envelhecimento precoce;
- Queimaduras solares;
- Manchas na pele.
O protetor solar químico contém moléculas, como avobenzone, octisalate e octocryleneage, que agem absorvendo a radiação UV e transformando em energia como calor, liberando-a de forma inofensiva para a pele.
Já o protetor solar físico possui partículas minerais, como dióxido de titânio e óxido de zinco, que criam uma barreira física, bloqueando, refletindo e dispersando a radiação UV.
É importante lembrar que, embora o protetor solar possa diminuir um pouco a produção de vitamina D pela pele, ele não a impede totalmente.
Cuidados antes de usar o protetor solar
Antes de usar pela primeira vez o protetor solar, deve-se fazer um teste, para saber se a pessoa tem alergia ao produto.
Para isso, pode-se aplicar uma pequena quantidade atrás da orelha, deixando atuar por cerca de 12 horas e observar como a pele reage ao produto. Caso não ocorra nenhuma reação, significa que pode ser aplicado em todo o corpo.
Produtos de beleza com protetor solar
Muitos produtos de beleza, como cremes, batons e pós compactos, possuem protetor solar na sua composição, auxiliando no cuidado com a pele.
No entanto, mesmo que os produtos de beleza tenham fator de proteção solar, é importante passar o protetor solar diariamente, antes da maquiagem ou do uso de cremes.
Isto porque as maquiagens geralmente não oferecem a mesma proteção confiável e não passam pelos testes rigorosos exigidos para os protetores solares.
Assim, a Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda aplicar primeiro o protetor solar na pele, aguardar secar e, em seguida, passar a maquiagem.
Fonte: Tua Saúde
5 sinais e sintomas de câncer de pele (melanoma e não-melanoma)
Para identificar sinais que possam indicar o desenvolvimento de câncer na pele, deve-se observar algumas características da lesão, mancha ou pinta, como se apresenta cores diferentes, formato ou bordas irregulares, tamanho e se aumenta de tamanho ao longo do tempo, por exemplo.
Estas características podem ser observadas em casa pela própria pessoa ou por um familiar, caso esteja nas costas ou em outra região de difícil acesso para a própria pessoa, e ajudam a identificar possíveis lesões de câncer na pele precocemente.
No entanto, o diagnóstico do câncer de pele melanoma ou não-melanoma só é feito após a avaliação do dermatologista e biópsia de pele, para confirmar se é uma lesão maligna, e assim ser indicado o tratamento mais adequado.

5 sinais de câncer de pele
Os principais sinais do câncer de pele, podem ser identificados através do exame chamado ABCDE, que é feito a partir da observação das características de manchas e pintas.
As 5 principais características que podem indicar que uma mancha é sinal de câncer de pele são:
- A (Assimetria da lesão): se a metade da mancha é diferente da outra. A assimetria da pinta pode indicar que é câncer de pele;
- B (Borda irregular): quando o contorno da pinta, mancha ou lesão não é regular;
- C (Cor): se o sinal, pinta ou mancha apresenta diferentes cores, como preto, marrom e vermelho;
- D (Diâmetro): se o sinal, pinta ou mancha têm um diâmetro maior que 6 mm;
- E (Evolução): se a pinta, macha ou lesão na pele evolui com o tempo, ou seja, aumenta de tamanho, muda de cor ou de formato.
A melhor forma de identificar qualquer alteração na pele é observar todo corpo, incluindo as costas, atrás das orelhas, cabeça e também a planta dos pés, cerca de 1 a 2 vezes por ano, de frente para o espelho.
Devem ser procuradas manchas, sinais ou pintas irregulares, que mudam de tamanho, forma ou cor, ou por feridas que não cicatrizam a mais de 1 mês.
Uma boa opção, para facilitar o exame, é pedir a alguém para observar toda sua pele, especialmente o couro cabelo, por exemplo, e ir fotografando os sinais, pintas, manchas ou lesões maiores para ir observando sua evolução ao longo do tempo.
Assim, quando se tem alguma mancha, pinta ou sinal com características de câncer de pele, é recomendado consultar o dermatologista, para uma avaliação e realização de exames.
Outros sinais que podem indicar câncer de pele
Embora a maior parte dos casos de câncer de pele apresentem as características anteriores, existem outros sinais que também podem indicar o desenvolvimento de câncer. Esses sinais variam de acordo com o tipo de câncer podendo ser:
1. Sinais do câncer de pele não melanoma

Os sinais do câncer de pele não melanoma podem ser:
- Pequena ferida ou nódulo na pele, de cor branca, avermelhada ou rosa, que pode causar coceira;
- Ferida ou nódulo na pele, que cresce rápido e forma uma casquinha, acompanhada de secreção e coceira;
- Ferida que não sara e que sangra durante várias semanas;
- Verruga que cresce.
O carcinoma basocelular e o carcinoma epidermoide são dois tipos de câncer não melanoma, mais frequentes, menos graves e mais fáceis de serem curados. Porém, o carcinoma espinocelular quando diagnosticado numa fase avançada, em certos casos pode espalhar-se para outros órgãos do corpo.
2. Câncer de pele melanoma

Os sintomas do melanoma podem ser uma pinta ou sinal escuro na pele, com bordas irregulares, acompanhados de sintomas como coceira e descamação na pele.
A principal causa do melanoma é a exposição prolongada ao sol, daí a importância de se usar protetor solar diariamente e evitar ficar muito tempo exposto ao sol.
É recomendado consultar o dermatologista sempre que verificar alterações em um sinal, pinta ou mancha na pele.
Na maioria dos casos, um sinal com alterações não é câncer e nestas situações, o médico pode pedir consultas regulares para observar se houve alterações na pele, ou pode até mesmo escolher remover o sinal cirurgicamente, quando há sinais indicativos de malignidade.
O diagnóstico do câncer de pele é feito por um dermatologista ou oncologista, que faz uma análise específica e detalhada do sinal, pinta ou mancha usando uma lupa especial, através do exame de ABCDE, analisando a forma, tamanho, cor e diâmetro da pinta, sinal ou mancha e evolução.
No final deste exame, se o médico tiver suspeitas de câncer, pode pedir a realização de mais exames, como biópsia da pele, por exemplo. Porém, no caso da alteração não ser câncer, o médico pode indicar outros cuidados para o tratamento da lesão, como comprimidos ou pomadas, por exemplo.
Por outro lado, caso seja verificado sinais indicativos de câncer de pele, pode ser indicada a realização de cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia ou terapia alvo.
Como prevenir o câncer de pele
Para prevenir o desenvolvimento do câncer de pele, é importante adotar algumas medidas que evitam o contato direto da pele com os raios ultravioletas do sol, diminuindo o risco de alterações. Assim, algumas formas de evitar esse tipo de câncer é:
1. Proteger a pele
Para proteger a pele corretamente, deve-se evitar a exposição solar nos momentos mais quentes do dia, principalmente no verão, entre as 11 h e as 16 h, procurando ficar na sombra sempre que possível. Além disso, é importante:
- Usar chapéu com abas largas;
- Vestir camiseta de algodão, que não seja preta, ou roupa com proteção solar que possuem na etiqueta o símbolo FPU 50+;
- Usar óculos escuros com proteção UV, comprados em ópticas especializadas;
- Usar protetor solar.
Estas dicas devem ser mantidas tanto na praia, como na piscina e em qualquer tipo de exposição ao ar livre, como acontece na agricultura ou na prática atividade física no jardim, por exemplo.
2. Usar protetor solar
Deve-se aplicar diariamente protetor solar contra as radiações UVA e UVB com fator no mínimo 30, aplicando o produto no corpo todo, incluindo no rosto, pés, mãos, orelhas e pescoço, voltando a aplicar a cada 2 horas ou depois de ir na água, porque sua proteção diminui.
É importante que o uso de protetor solar aconteça durante o ano inteiro, incluindo no inverno, isso porque mesmo quando o tempo está mais nublado, a radiação UV atravessa as nuvens e afeta negativamente a pele desprotegida.
3. Observar a pele
Deve-se observar a pele pelo menos 1 vez por mês, procurando pintas, sinais ou manchas que mudaram de cor, têm bordas irregulares, várias cores ou aumentaram de tamanho. Além disso, é importante consultar um dermatologista no mínimo uma vez por ano, para fazer um exame completo à pele e detetar alterações precoces.
4. Evitar bronzeamento artificial
Usar câmaras de bronzeamento artificial aumenta as chances de ter câncer de pele, pois embora a pele fique mais morena rapidamente, a exposição intensa a raios UVB e UVA aumenta as chances de ocorrerem alterações nas células da pele.
Fonte: Tua Saúde
Calor excessivo: o que pode causar (12 dicas do que fazer para aliviar o calor)
O calor excessivo pode causar insolação, desidratação, exaustão térmica e cãibras, por exemplo, afetando principalmente pessoas mais vulneráveis, como idosos, bebês, mulheres grávidas e pessoas com problemas crônicos de saúde.
O calor excessivo, ou extremo, é caracterizado por temperaturas muito mais altas do que a média para um determinado local numa época do ano, e que pode aumentar a sensação térmica quando os níveis de umidade também estão elevados.
Alguns cuidados que ajudam a se proteger contra o calor excessivo são: beber bastante líquidos, usar roupas leves e largas, aplicar protetor solar regularmente, fazer refeições leves e evitar bebidas alcoólicas.
O que o calor excessivo pode causar
Os principais riscos do calor excessivo para a saúde são:
1. Insolação
A insolação é uma situação que acontece quando as funções do organismo começam a parar de funcionar devido ao calor extremo, podendo acontecer quando se fica muito tempo exposto ao sol, em ambientes muito quentes ou quando se pratica atividades físicas de forma muito intensa.
Alguns sinais e sintomas que podem surgir na insolação são dor de cabeça, pele quente e vermelha, respiração rápida, enjoo e mal-estar geral. Em casos mais graves, a insolação também pode causar desidratação, desmaio, convulsões, danos cerebrais e óbito, por exemplo. Conheça todos os sintomas de insolação.
O que fazer: a insolação é uma emergência, devendo-se, assim, contactar ou ir imediatamente ao hospital para que seja feito tratamento mais adequado.
Além disso, é importante que a pessoa permaneça em um local fresco e sem exposição ao sol. É aconselhado também tomar banho com água fria e cobrir a pessoa com lençóis frios e úmidos, pois ajuda a regular a temperatura do corpo.
2. Desidratação
O aumento na transpiração, durante o calor excessivo, pode causar a desidratação quando a perda de líquidos corporal não é reposta por uma ingestão suficiente.
A desidratação pode provocar sintomas como dor de cabeça, cansaço, sede intensa, boca seca, pouca urina, cãibras, tontura, olheiras e olhos fundos, por exemplo.
O que fazer: para adultos e crianças, é aconselhado beber cerca de 2 L de líquidos por dia, incluindo água, chás, água de coco, sucos de frutas, leite e sopa. Também é importante comer vegetais e frutas frescas, como tomate, morango, pepino, alface, nabo e melancia, por exemplo.
3. Exaustão térmica
A exaustão térmica geralmente acontece durante esforços físicos excessivos em locais quentes e úmidos, afetando geralmente pessoas que praticam atividades ou trabalham ao ar livre. Os sintomas da exaustão térmica são pele fria, úmida e pálida ou avermelhada, náusea, tontura, dor de cabeça, fraqueza e/ou exaustão.
Essa condição é causada por uma perda de fluidos corporais através da transpiração intensa e do fluxo sanguíneo para a pele aumentado, que diminui o fluxo de sangue para os órgãos vitais e provoca um tipo de choque leve.
O que fazer: o tratamento dessa condição é feito descansando-se em uma posição confortável e em local mais fresco, retirando ou afrouxando roupas apertadas e aplicando panos úmidos e frios na pele.
Se a pessoa estiver consciente, deve-se beber lentamente meio copo de água fria ou bebidas esportivas a cada 15 minutos. Caso a pessoa não melhore, é recomendado ligar para um atendimento médico de urgência.
4. Infarto
O calor excessivo aumenta as perdas de líquido corporal, diminuindo a quantidade de água no sangue e forçando o coração a trabalhar mais para equilibrar a pressão arterial.
Assim, o calor excessivo pode causar taquicardia ou até mesmo infarto, principalmente em pessoas que já possuem um problema cardiovascular.
O que fazer: o tratamento do infarto deve ser feito no hospital e inclui o uso de medicamentos anticoagulantes, estatinas, anti-hipertensivos e antiagregantes plaquetários.
Em alguns casos, o tratamento do infarto pode ser realizado apenas com a colocação de um stent para desobstruir as artérias e restabelecer o fluxo de sangue.
5. Cãibras por calor
As cãibras por calor são espasmos musculares provocados por uma grande perda de sal e água do corpo, podendo causar sintomas como suor intenso e espasmos ou dores musculares.
O que fazer: para aliviar essa condição, é aconselhado ir para um lugar fresco e arejado, e beber água, água de coco ou uma bebida esportiva. Se as cãibras durarem mais de 1 hora ou a pessoa tiver problemas cardiovasculares, deve-se procurar ajuda médica imediatamente.
O calor excessivo pode ser fatal?
O calor excessivo pode ser fatal, pois atrapalha a regulação da temperatura corporal e provoca desidratação, aumentando o trabalho do coração e danificando outros órgãos.
Além disso, o calor excessivo também pode piorar as condições de doenças crônicas já existentes, como diabetes, doenças cardiovasculares, respiratórias e cerebrovasculares.
Pessoas com maior risco de sofrer com o calor excessivo são idosos, crianças, mulheres grávidas, pessoas em situação de sem teto e pessoas com problemas crônicos de saúde.
Essas pessoas têm maior risco de sofrer com o calor, devido a fatores como alterações na percepção da sede e calor, exposição frequente ao sol, uso de alguns medicamentos e incapacidade do corpo de se regular em mudanças bruscas de temperatura.
Fonte: Tua Saúde
Longevidade: o que é, como alcançar (e 10 dicas para viver mais e melhor)
Longevidade é a capacidade de viver mais tempo com saúde, autonomia e bem-estar. Alguns fatores interferem diretamente na longevidade, como alimentação saudável e equilibrada, prática de atividade física regular, dormir bem e manter relações sociais saudáveis.
Além disso, realizar atividades que estimulem a função cognitiva, como jogos de raciocínio e estratégia, ou simplesmente assistir a um filme e relatar para outra pessoa, e fazer exames regularmente, também são estratégias que contribuem positivamente para uma vida mais saudável a curto, médio e longo prazo.
Assim, ao manter bons hábitos de vida, é possível garantir uma maior qualidade de vida, de forma que o envelhecimento acontece de forma mais ativa e saudável e com menor risco de doenças crônicas.
O que fazer para viver mais e melhor
Algumas dicas do que fazer para alcançar a longevidade são:
1. Ter uma alimentação equilibrada
A alimentação saudável e equilibrada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais e legumes, fornece todos os nutrientes importantes para o bom funcionamento do corpo, contribuindo para a longevidade.
Além disso, a alimentação equilibrada é capaz de promover a formação e a manutenção das células envolvidas da imunidade, contribuindo para o equilíbrio do sistema imunológico e, consequentemente, diminuindo o risco de infecções.
É também importante beber pelo menos 2 litros de água por dia e evitar os alimentos ultraprocessados, como molhos prontos, macarrão instantâneo, refrigerante, biscoitos e embutidos, já que são ricos em açúcar e gorduras saturadas e trans, que aumentam o risco de doenças crônicas.
2. Praticar atividade física regularmente
A prática regular de atividade física é fundamental para a longevidade, já que os exercícios ajudam a preservar os músculos, ossos e saúde metabólica, além de também contribuir para a circulação sanguínea e o bom funcionamento do sistema imunológico, e estimular a liberação de substâncias associadas com a sensação de prazer e bem-estar, como a dopamina, serotonina e endorfina..
Dessa forma, é interessante realizar algum exercício físico pelo menos 3 vezes por semana, podendo na rotina de atividades incluir exercícios aeróbicos, de força e/ ou de mobilidade.
3. Manter um peso corporal saudável
O controle do peso corporal evita sobrecarga no sistema cardiovascular, no metabolismo e nas articulações, o que favorece uma vida mais longa com melhor qualidade.
Além disso, manter o peso dentro do adequado para a idade e altura ajuda a melhorar a qualidade do sono, a garantir mais energia para realizar as atividades do dia a dia e a diminuir a inflamação do corpo, contribuindo positivamente para o envelhecimento saudável e a longevidade.
4. Dormir bem
Ter uma boa noite de sono interfere diretamente na qualidade de vida, já que o sono suficiente e com qualidade pode contribuir para a regeneração do corpo, renovação celular, equilíbrio hormonal e função cognitiva.
É durante o sono que acontece a regulação do cortisol e da adrenalina, que são substâncias produzidas pelo corpo responsáveis pelo estresse e alerta. Assim, manter uma boa noite de sono ajuda a diminuir os níveis dessas substâncias no sangue, promovendo o relaxamento e melhorando a qualidade de vida.
5. Ter momentos de descanso
É importante que mesmo nas rotinas mais exigentes exista um momento de pausa e de descanso, para que a mente e o corpo relaxem e os níveis dos hormônios associados ao estresse possam diminuir.
Além disso, ao adotar momentos de descanso e relaxamento ao longo do dia, ao retornar à atividade, é possível que exista maior disposição e concentração, o que pode aumentar a produtividade, por exemplo, sem que haja sobrecarga.
6. Não fumar e evitar consumo excessivo de álcool
O hábito de fumar e/ ou de consumir bebidas alcoólicas em excesso podem acelerar o processo de envelhecimento, já que aumenta a quantidade de substâncias nocivas ao organismo circulantes e a inflamação, o que pode aumentar o risco de doenças e impactar diretamente na longevidade.
Dessa forma, é interessante evitar o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas para garantir maior qualidade de vida.
7. Evitar o estresse
A médio e longo prazo, o estresse pode aumentar o risco de doenças, como AVC, infarto, pressão alta e depressão, por exemplo, já que interfere diretamente no bom funcionamento do organismo e provoca um desbalanço hormonal.
Assim, é importante adotar algumas estratégias que podem ajudar a relaxar e combater o estresse, como praticar meditação, yoga, caminhada, adotar técnicas de respiração, fazer uso de calmantes naturais, como passiflora e valeriana, além de realizar sessões de psicoterapia. Dessa forma, é possível ter uma vida mais longa e mais saudável.
8. Manter relações sociais
Manter relações saudáveis com familiares e amigos é fundamental para a qualidade de vida, já que promovem a sensação de bem estar, impactando diretamente na longevidade. Além de manter as relações, é também interessante ter tempo de qualidade e praticar atividades prazerosas com essas pessoas, já que ajuda a manter a saúde do corpo e da mente.
9. Estimular o cérebro
Praticar atividades que estimulam a cognição ajudam a diminuir o risco e o impacto de doenças neurodegenerativas que podem surgir com o envelhecimento, como é o caso do Alzheimer, por exemplo, além de contribuir para a memória recente e a longo prazo, capacidade de aprendizado, raciocínio e pensamento.
Assim, é interessante ler um livro ou assistir a um filme e depois contar para outra pessoa, fazer palavras cruzadas, jogar xadrez ou dominó, por exemplo.
10. Fazer exames de saúde regularmente
Realizar exames de sangue regularmente ajudam a verificar como está o funcionamento do corpo e verificar se há alguma alteração que mereça atenção. Dessa forma, o médico pode iniciar precocemente o tratamento de fatores de risco relacionados a doenças que costumam aparecer à medida que a pessoa envelhece, como pressão e colesterol altos.
Assim, é possível manter a funcionalidade e a autonomia com o avançar da idade, promovendo a longevidade.
Revisão clínica: Lasse Koivisto Pesquisador de longevidade
Criado por: Marcela Lemos Biomédica
Fonte: Tua Saúde
Microplásticos no corpo humano: evidências científicas reforçam necessidade de restrições ao uso de plástico
Estudos e especialistas apontam riscos crescentes à saúde e pressionam autoridades a adotarem medidas mais rígidas contra a produção e o consumo de descartáveis.
Presente no cotidiano em inúmeras cores, formatos e funções, o plástico é uma invenção relativamente recente na história da humanidade. A partir de 1950, em um contexto pós-guerra marcado pela industrialização acelerada, o uso se expandiu sem precedentes: sacolas, garrafas, móveis, embalagens, produtos de higiene e limpeza. O material passou a integrar praticamente todos os aspectos da vida moderna.
O avanço, no entanto, ocorreu sem que os impactos ambientais e à saúde humana fossem plenamente considerados. Décadas depois, cientistas começam a revelar as consequências desse uso massivo. Estudos detectaram partículas de microplásticos em diferentes partes do corpo humano:
- pulmão;
- placenta;
- sangue;
- leite materno;
- sêmen;
- cérebro.
Diante do crescimento das evidências científicas sobre os danos dos microplásticos à saúde humana, especialistas defendem que o Brasil avance em políticas para reduzir a produção e o consumo de plásticos descartáveis.
De acordo com Lara Iwanicki, diretora de Estratégia e Advocacy da organização Oceana, “o Brasil hoje é o oitavo maior poluidor de plásticos do mundo, despejando 1,3 milhão de toneladas desse resíduo no oceano, com uma série de impactos ambientais, sociais, econômicos e para a nossa saúde, e não tem nenhuma legislação para endereçar esse problema.”
Medidas necessárias
O Projeto de Lei (PL) 2524/2022, conhecido como “PL do Oceano Sem Plástico”, é apontado pela diretora-executiva da ACT Promoção da Saúde, Paula Johns, como “um primeiro passo fundamental”. “A conexão entre saúde e meio ambiente é intrínseca. Para a gente ter saúde, o meio ambiente precisa ser saudável, e vice-versa”, afirma.
A proposta, que estabelece diretrizes para uma Economia Circular do Plástico no país, está parada há mais de 600 dias na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, sob relatoria do senador e médico por formação, Otto Alencar (PSD-BA).
Johns destaca que o maior entrave “não é a falta de evidência, mas o lobby da indústria” em debates de saúde pública. “Nenhuma lei foi fácil de alcançar”, comenta, ao lembrar a experiência enfrentada no controle do tabaco.
O Projeto de Lei se alinha a práticas discutidas no Tratado Global Contra a Poluição Plástica, como a eliminação de descartáveis e a adoção de sistemas de reutilização e refil. De acordo com o relatório da ONG estadunidense Center for Climate Integrity, apenas 9% do plástico mundial é reciclado. No Brasil, esse índice cai para 1,3%. “Mesmo o PET exige parcela de matéria-prima virgem; o ideal é a gente voltar a utilizar sistemas de reutilização. É preciso mudar a lógica do descartável”, ressalta Johns.
“Antigamente, você consumia um refrigerante e devolvia a garrafa; retornáveis eram lavadas e reutilizadas. Isso foi substituído por descartáveis, mais lucrativos para a indústria, mas ambientalmente insustentáveis”, evidencia.
A professora-pesquisadora Thais Mauad da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), responsável por identificar microplásticos no pulmão e no cérebro, reforça que produtos descartáveis precisam ser abolidos.
“Não faz sentido extrair petróleo para produzir um copo usado por cinco segundos e que permanece 500 anos na natureza”, afirma. Ela observa que a reciclagem não acompanha a dimensão do problema: “o plástico não é como o vidro, que pode ser eternamente reciclado. Ele só passa por duas ou três rodadas de reaproveitamento antes de perder qualidade.”
Para as especialistas, sem mudanças estruturais na produção e no consumo de plástico, o país seguirá enfrentando impactos ambientais e à saúde pública. De acordo com Mauad e Johns, a transição para uma economia circular e o abandono de itens descartáveis dependem não apenas de leis, mas também de engajamento da sociedade e de compromisso político. “Enquanto o mercado estiver inundado de plástico, não há reciclagem que dê conta”, resume Mauad. “Sem pressão social e regulação, a indústria não muda.”
Pesquisas detectam microplástico em diversos órgãos do corpo humano
A pesquisa de Mauad, do Departamento de Patologia da FMUSP, em parceria com o Dr. Luis Fernando Amato-Lourenço, identificou fibras e partículas de microplásticos no bulbo olfatório, região do sistema nervoso central responsável por processar odores. O polipropileno, comum em roupas e embalagens, foi o tipo mais encontrado.
Fragmentado em micropartículas, o plástico entra no corpo humano principalmente por duas vias: a inalatória, por meio de partículas suspensas no ambiente, e a da ingestão, devido à contaminação da água e dos alimentos. Conforme um estudo realizado por um grupo de cientistas do Departamento de Biologia da Universidade de Victoria, no Canadá, o consumo anual de microplástico por pessoa varia entre 74 e 121 mil partículas.
De acordo com Mauad, a substância consegue alcançar o cérebro por diferentes mecanismos. O primeiro está relacionado ao olfato. “Quando sentimos cheiros, utilizamos células olfatórias que ficam no nariz e se conectam diretamente à base do cérebro, no bulbo olfatório”, explica. Essa ligação direta cria uma rota pela qual micropartículas podem atingir estruturas cerebrais, fenômeno já observado anteriormente com outros poluentes atmosféricos.
O ingresso dessas partículas pelas vias olfativas é considerado alarmante, devido à capacidade de serem internalizadas pelas células e interferirem no metabolismo celular, especialmente em crianças. “Elas têm órgãos em desenvolvimento, e doses pequenas de determinadas substâncias podem provocar efeitos muito mais significativos do que em adultos”, afirma Mauad.
A segunda possibilidade envolve a barreira hematoencefálica, estrutura responsável por proteger o sistema nervoso central. Estudos com animais que ingeriram micro ou nano plásticos (partículas extremamente pequenas) indicam que essas substâncias podem danificar essa barreira e atravessá-la. “Não dá para excluir que a entrada também ocorra pela rota sanguínea. Se essas partículas lesam a barreira, acabam conseguindo chegar ao interior do cérebro”, destaca a cientista.
Mauad explica que os efeitos observados nesses experimentos incluem alterações de comportamento, distúrbios no desenvolvimento e processos inflamatórios. Segundo ela, essas partículas podem provocar danos celulares associados a doenças como câncer. “O plástico causa uma coisa que chamamos de estresse oxidativo, que leva à produção de proteínas inflamatórias e pode gerar danos ao DNA, criando um possível vínculo entre microplásticos e processos carcinogênicos”, esclarece.
Os efeitos do material sintético no organismo também têm sido observados no sistema cardiovascular. Uma pesquisa conduzida por cientistas em Nápoles identificou microplásticos em placas de gordura retiradas de pacientes com doenças arteriais: mais da metade das amostras continha partículas de polietileno ou PVC.
Entre os contaminados, o risco de sofrer acidente vascular cerebral, infarto ou morte por qualquer causa foi quase cinco vezes maior no período de acompanhamento de 34 meses. Embora o estudo não comprove causalidade direta, evidências de testes com animais e células humanas reforçam a hipótese de que essas partículas podem agravar doenças cardiovasculares.
Aditivos químicos
Derivado de combustíveis fósseis, como petróleo e gás natural, o plástico reúne uma ampla variedade de substâncias adicionais. De acordo com o estudo da Oceana, cerca de 4% do peso dos fragmentos de plástico correspondem a aditivos químicos, que podem ser substâncias orgânicas ou inorgânicas.
A composição envolve polímeros – entre eles polipropileno, polietileno e poliamida – aos quais se incorporam esses materiais que determinam características como cor, maleabilidade, resistência e transparência.
Conforme levantamento do PlastChem (2024), aproximadamente 16 mil aditivos químicos estão associados à fabricação do material sintético. Desse total, cerca de 4,2 mil são classificados como preocupantes por apresentarem propriedades persistentes, bioacumulativas, alta capacidade de dispersão ou toxicidade.
Mauad evidencia que o aquecimento do plástico provoca a liberação desses compostos. “No micro-ondas, o calor desprende os aditivos da estrutura do material, permitindo a migração para o alimento. Em máquinas de lavar louça, as altas temperaturas produzem efeito semelhante”, destaca.
Segundo a pesquisadora, as evidências científicas indicam de forma consistente a associação entre essa exposição e efeitos adversos à saúde. Ela ressalta que grande parte dos aditivos atua como disruptor endócrino. “Eles podem afetar o desenvolvimento de órgãos, alterar a tireóide, aumentar riscos relacionados a câncer de mama, entre outros impactos”, afirma.
Fonte: Brasil 61
Especialista destaca importância dos hábitos alimentares durante a gravidez
A nutricionista especializada em materno infantil, Patrícia Campos, explica que os hábitos alimentares afetam diretamente a formação fetal
Durante o período gestacional, é comum surgirem dúvidas sobre o que grávidas podem ou não comer para favorecer o desenvolvimento fetal e garantir a saúde da mulher. Por isso, o Ministério da Saúde (MS) trouxe um guia com recomendações alimentares para gestantes.
Entre as recomendações indicadas, as principais são incluir o consumo de frutas, legumes e verduras diariamente e evitar alimentos ultraprocessados. A nutricionista especializada em materno infantil, Patrícia Campos, explica como esses alimentos podem afetar diretamente a formação fetal. “Alimentos em específico são essenciais durante a gestação devido às suas altas concentrações de nutrientes. Dentro deles, podemos ressaltar as frutas cítricas como laranja, tangerina, limão, que são fontes de vitamina C, antioxidantes e atuam na redução dos metais pesados e também na absorção do ferro, contribuindo para a prevenção da anemia. As oleaginosas, ricas em magnésio, atuam na prevenção do pré-eclâmpsia, cãibras, paralisia cerebral, diabetes e hipertensão.”
Segundo a nutricionista, evitar alimentos prejudiciais para a saúde, como refrigerantes, macarrão instantâneo e doces, é essencial para o desenvolvimento do bebê. “Quanto mais a gente retirar esses alimentos que são prejudiciais para a nossa saúde e para a saúde do feto, mais saudável ele vai se desenvolver”, explica.
Além disso, Patrícia conta que os hábitos alimentares saudáveis durante a gravidez, lactação e primeira infância induzem efeitos a longo prazo na saúde da criança. “Uma alimentação balanceada, com a quantidade de proteínas, minerais e nutrientes necessários vão proporcionar um desenvolvimento mais saudável do bebê. É neste momento que nós determinamos diversos parâmetros para o desenvolvimento na primeira infância e na vida adulta”, ressalta.
A nutricionista ainda ressalta a importância da alimentação saudável como aliada da saúde da gestante, “cuidar do estado nutricional da gestante para que a mãe também não fique desprovida de nutrientes, evitando algumas doenças como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia.”
“Diabetes gestacional se dá por alterações no nível de glicose no sangue e a incapacidade de produção de insulina. Pode causar diversas alterações na formação do bebê, como doenças cardíacas, icterícia e aumento dos riscos de obesidade infantil. Na gestante pode aumentar o risco de ter pré-eclâmpsia, rompimento da bolsa precocemente. O tratamento é uma alimentação equilibrada, com a ingestão de alimentos com baixo índice glicêmico e mais ricos em fibras”, explica a nutricionista.
Patrícia também explica que a pré-eclâmpsia, um dos riscos da diabetes, se dá pela
pela alteração na pressão sanguínea. Ela alerta para os sintomas: “Além da pressão alterada, pode-se ter sintomas mais graves como convulsões e inchaço, podendo levar à morte tanto da mãe como a do bebê. As causas da pressão alta durante a gestação podem estar relacionadas com a alimentação. A única forma de prevenir a eclâmpsia e a pré-eclâmpsia é ter uma alimentação mais equilibrada, evitando o excesso do ganho de peso, diminuir o consumo de sal e alimentos ricos em sódio como embutidos e industrializados.”
A bancária e moradora da cidade do Riacho Fundo, em Brasília, Flavia Braga explica que buscou atendimento médico para mudar a alimentação já que estava preocupada com o risco de desenvolver diabetes gestacional. “Eu tinha predisposição para diabetes, minha mãe é diabética. E a minha glicemia antes de engravidar já estava alta. Cortei quase todo doce e refrigerante pra não ter risco na gestação. Tirando esses alimentos todos meus outros exames ficaram com boas taxas”, conta.
A situação foi diferente para a comerciante Joana dos Santos, 46, moradora da cidade de Ceilândia, também em Brasília. Em 2009, ela conta que passou por uma gravidez de risco, “durante a minha segunda gravidez, eu não tive muito cuidado com a alimentação. Era excesso de margarina, sal na comida, biscoitos (industrializados). Isso me gerou uma pressão alta.”
Por conta da pré-eclâmpsia, Joana explica que o bebê nasceu prematuro, com 7 meses e pesando um quilo, mas se desenvolveu bem e é saudável. Hoje, ela conta que não pode mais engravidar devido à hipertensão.
Fonte: Brasil 61
INFARTO DO MIOCÁRDIO: o que é, sintomas e tratamento
Você sabe o que é infarto? Sabe os cuidados que devem ser seguidos após um infarto? Neste episódio a Dra. Tatiana torres dá mais detalhes sobre o assunto.
Todas as partes do nosso corpo precisam de sangue com nutrientes e oxigênio para viver. Se por alguma razão o sangue não chega uma determinada parte do corpo, essa parte começa a morrer, isso é o que chamamos de infarto.
Existe infarto de vários lugares do corpo como cérebro, também conhecido por derrame ou AVC, no pulmão, no rim, mas sem dúvida o mais conhecido é o infarto do coração ou do músculo do coração chamado Miocárdio, o que na medicina chamamos de IAM, Infarto Agudo do Miocárdio.
O que causa o infarto no coração?
Na maioria das vezes o infarto ocorre quando há um súbito entupimento nas chamadas artérias coronárias, que são os vasos sanguíneos que levam o sangue com nutrientes e oxigênio para o músculo do coração. Essa obstrução normalmente é causada por uma placa de gordura na artéria, que se rompe, favorecendo a formação de um coágulo em cima dessa placa. Esse coágulo é que acaba entupindo a artéria e dessa forma impede o fluxo do sangue para parte do músculo do coração que assim, como eu falei, começa a morrer definindo o infarto.
Uma vez que isso acontece a pessoa normalmente começa a ter alguns sintomas. O mais frequente é a dor no peito, uma dor forte no peito em aperto ou opressão, podendo irradiar para os ombros, braço esquerdo, boca do estômago ou até na mandíbula. As vezes a dor no peito pode estar acompanhada de outros sintomas como falta de ar, suador, enjoos e vômitos.
No hospital, o paciente recebe diversos tratamentos e medicamentos específicos com objetivo de diminuir o sofrimento do coração e principalmente levar sangue a área infartada. Na maioria das vezes faz parte também do tratamento a desobstrução da artéria entupida com medicamentos que dissolvem o coágulo de sangue, ou através do cateterismo cardíaco e da angioplastia. Em casos mais complexos em que não é possível tratar a artéria, a correção das obstruções das artérias coronárias se faz por uma cirurgia aberta do coração, com a colocação de pontes. Então se está entupido aqui e não é possível desentupir o que se faz é uma ponte que leva o sangue de um lugar ao outo pulando o local da obstrução. Essa ponte é feita com as veias safena ou com artérias como a artéria mamária. Daí o nome ponte safena e ponte mamária.
Tratamento
- Quando o paciente recebe alta após uma internação por infarto, é liberado com uma lista de medicações como remédios para pressão, para o colesterol, medicamentos específicos para o coração e para diminuírem a chance de formar novos coágulos com antiplaquetários e, a depender do caso, anticoagulantes deixando o que é conhecido popularmente como sangue mais fino.
- Parar de fumar
- Dieta adequada
- Manter atividade física
- Retorno a atividade sexual
Para saber mais detalhes sobre o assunto, assista ao vídeo no canal Dr. Ajuda.
Fonte: Brasil 61
