A IMPORTÂNCIA DE CONHECER A LIBRAS PARA O EDUCADOR
Diego Sebastião Fagundes
RESUMO
Da mesma forma que a Língua Portuguesa está para nós ouvintes, ou seja, como primeira língua, a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) está para os surdos. Sendo assim, é necessário que os educadores conheçam e interiorizem todo o contexto que rege essa que não é uma simples simbologia, mas uma verdadeira forma de linguagem encarregada de transmitir todo um articulado de emoções, e que está cada vez mais presente em nossas salas de aula e no cotidiano em si.
Palavras-chave: Língua Brasileira de Sinais; Surdos; Educadores.
1 INTRODUÇÃO
Muitas pessoas consideram a LIBRAS como um simples mecanismo de codificação, pelo qual se substitui a fala por sinais.
Na verdade, a LIBRAS é bem mais do que isso, pois sua estrutura mostra-se bastante complexa, sendo necessária além da destreza nos gestos, uma sensível percepção das emoções envolvidas, acompanhamento facial e corpóreo, além é claro do perfeito conhecimento de cada sinal. Nas escolas, a inclusão de deficientes auditivos é cada vez maior, por isso a necessidade dos profissionais em educação terem conhecimento dessa forma de linguagem.
Esse artigo trata da importância do estudo e conhecimento da LIBRAS por parte dos educadores, porque dessa forma estarão ratificando o verdadeiro ideal de inclusão escolar, social e de valorização humana.
2 LIBRAS: UM DESPERTAR PARA A PLENITUDE DO SURDO
De acordo com Dizeu (2004), “Quando a sociedade ouvinte marginaliza o surdo e não o respeita como cidadão com deveres e direitos diante da sociedade, isso cria um estigma de deficiente que não o leva a se desenvolver plenamente”. Apesar de, aos poucos, o surdo estar tendo uma maior valorização, ainda percebe-se algumas situações preocupantes relacionadas a atitudes de indiferença e inclusive de preconceito. Nesse sentido, a formalização da LIBRAS é de fundamental importância, pois possibilita ao surdo a abertura de novos caminhos, antes quase que totalmente ocultados pela falta de uma linguagem de maior referência.
Os gestos e sinais são a principal forma de comunicação do surdo, tanto com pessoas ouvintes como com pessoas também surdas. Nesse processo, a LIBRAS adquire uma tarefa importantíssima, como descreve Dizeu (2004): “A língua de sinais representa um papel expressivo na vida do sujeito surdo, conduzindo-o, por intermédio de uma linguagem estruturada, ao desenvolvimento pleno”. A Língua Brasileira de Sinais, como língua materna do surdo, o torna mais independente à medida que o mesmo consegue expressar muitas de suas idéias e sentimentos que antes eram considerados quase que exclusivos da oralidade.
3 A LIBRAS E O EDUCADOR
A presença de alunos surdos nas instituições de ensino vem aumentando cada vez mais, desde a Educação Infantil até o Ensino Superior. Diante desse quadro, a necessidade de aperfeiçoamento por parte dos educadores é iminente, e a LIBRAS acaba tornando-se a ferramenta principal que merece vasta dedicação e estudo.
Segundo Dias (2002), “A procedência da língua de sinais como um dos principais mediadores de conteúdos acadêmicos e da transmissão da cultura surda deve-se ao fato dela ser a língua natural dos surdos e de ter sido construída pela comunidade, ao longo dos anos”. Como se pode ver, a língua de sinais não surgiu só da necessidade do surdo se comunicar, mas também de interagir, se expressar, estudar, reclamar, opinar, amar, enfim. O educador, por sua vez, deve primeiramente respeitar e reconhecer a língua de sinais como língua materna do surdo, da mesma forma que a língua portuguesa é para os ouvintes. Em seguida, é necessário muito empenho no estudo da LIBRAS propriamente dita, pois sua estrutura linguística possui características muito particulares e gestos às vezes bem parecidos, o que pode dificultar o entendimento por parte da pessoa surda, ocasionando inclusive confusões.
4 CONCLUSÃO
O educador, ao ter domínio da LIBRAS, estará um passo a frente dos demais, pois o ingresso de alunos com deficiência auditiva nas classes de ensino regular cresce gradativamente, exigindo dessa forma profissionais qualificados e preparados para o contato com esses educandos.
Muitos professores não dão importância ao conhecimento da língua de sinais, achando que nunca irão precisar da mesma. No entanto, a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais está assegurada em lei específica, e a qualquer momento poderá ser preciso trabalhar com alunos surdos em sala de aula, ou mesmo no convívio do dia-a-dia.
A LIBRAS é uma linguagem de estrutura bastante complexa, porém, componente de suma importância na formação dos educadores em geral, pois seu domínio é sinônimo de oportunidade, inclusão e respeito para com os alunos que não escutam.
5 REFERÊNCIAS
DIAS, Tarcia Regina da S. Uma análise sobre o ensino de LIBRAS a familiares ouvintes de alunos surdos. Disponível em: <http://www.anped.org.br/reunioes/26/trabalhos/tarciareginadasilveiradias.rtf> Acesso em: 03 abr. 2009.
DIZEU, Liliane C. T. de B. A língua de sinais: constituindo o surdo como sujeito. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v26n91/a14v2691.pdf> Acesso em: 03 abr. 2009.
THE IMPORTANCE OF KNOWING THE POUNDS FOR THE EDUCATOR ABSTRACT Just as the Portuguese language is for us listeners, that is, as a first language, the Brazilian Sign Language (Libras) is for the deaf. Therefore, it is necessary for educators to know and internalize the whole context that governs that it is not a simple symbolism, but a true form of language in charge of transmitting an entire articulated emotions, and that is increasingly present in our rooms classroom and daily life itself.
Keywords: Brazilian Sign Language; Deaf; Educators.
Fonte: Encontro Educacional
SUGESTÃO DE ATIVIDADE (ED. INFANTIL – Ciências – Sentidos: Tato)
Diego Sebastião Fagundes
- Tema
Trabalhando com os sentidos: Tato.
- Objetivos
- Estimular o sentido do tato;
- Reconhecer objetos através do tato; Realizar atividade lúdica e prazerosa através de brincadeira educativa.
- Proposta de Trabalho
Primeiramente cumprimentar os alunos. Em seguida explicar como será desenvolvida a atividade no decorrer da prática. O(a) professor(a) dirá aos alunos que os mesmos ficarão sentados em semicírculo; em seguida pedirá a atenção das crianças e explicará que nessa aula será feita uma brincadeira chamada “Adivinhe o que é” (mostrar a caixa de papelão aos alunos, sem poderem ver o que tem dentro; esta caixa será produzida de antemão pelo(a) professor(a), sendo que a mesma será encapada com papel dobradura e enfeitada com figuras de objetos, feitos de papel colorido, sendo os mesmos recortados e colados ao redor da caixa; com esses mesmos materiais será escrito na lateral da caixa o nome da brincadeira (“Adivinhe o que é”); falar que esta caixa está cheia de objetos – trazidos pelo(a) professor(a) – e que cada aluno será chamado – um por vez, de acordo com o semicírculo, da esquerda para a direita, o qual terá que sentar numa outra cadeira localizada em posição estratégica – há uns três metros do semicírculo – onde o(a) professor(a) vendará seus olhos com uma venda de pano na cor preta; nesse momento o(a) professor(a) pegará um objeto da caixa, mostrará a todas as outras crianças, sem falar nada, e porá na mão do aluno que está na vez, aquele com os olhos vendados, e pedirá que ele diga que objeto é, utilizando apenas o as mãos para esse fim (nessa etapa explicar para todos os alunos que é preciso haver bastante silêncio para que haja concentração; dizer que é proibido auxiliar aquele participante que está tentando adivinhar, devendo todos os outros ficarem em silêncio; quando houver muita dificuldade, a o(a) professor(a) poderá dar dicas ao aluno que está tentando adivinhar; estipular um tempo máximo de mais ou menos cinco minutos; estimular para que os adivinhantes utilizem as mãos – tato – como forma de tentar descobrir o nome dos objetos; falar em tom de suspense para motivar as crianças; o(a) professor(a) estará monitorando a movimentação dos alunos até a cadeira da adivinhação, assim como dos demais; quando cada criança encerrar sua participação, dar uma salva de palmas; repetir a brincadeira de forma que os alunos participem três vezes cada um; usar objetos do cotidiano dos alunos, de acordo com a faixa etária); após a explicação pedir se têm dúvidas; ao final da atividade perguntar se as crianças gostaram; pedir suas opiniões; estimular indagações e respostas; por fim, falar da atividade, explicando que, mesmo com os olhos vendados, é possível identificar objetos, sendo usadas as mãos para essa finalidade, etc.; por último, agradecer e despedir-se.
- Procedimentos avaliativos
A avaliação será realizada observando a participação dos alunos na brincadeira, verificando individualmente a reação de cada um com relação a descoberta dos objeto através do tato (analisando também o uso de outros artifícios para este fim), e verificando ainda as relações ocorrentes e decorrentes da prática, assim como o resultado dos questionamentos finais.
Fonte: Encontro Educacional
SUGESTÃO DE OFICINA DE MATEMÁTICA (UNIDADE, DEZENA, CENTENA/ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO – 3º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL)
Diego Sebastião Fagundes
* Turma: 3º Ano do Ensino Fundamental
Conteúdos:
– Unidade, dezena e centena;
– Adição e Subtração.
Objetivos:
– Exercitar conceitos e conhecimentos relacionados à unidade, dezena e centena, e ainda adição e subtração, através de jogos pedagógicos/materiais manipuláveis;
– Estimular o raciocínio lógico matemático;
– Desenvolver o convívio com regras.
Justificativa: Considerando as dificuldades encontradas pelos educandos em internalizar as interações abstratas dos conceitos de unidade, dezena e centena, e ainda das operações de adição e subtração no 3º Ano do Ensino Fundamental, produzir-se-á uma oficina pedagógica com o uso de jogos matemáticos/materiais manipuláveis, tendo em vista que a aplicação desse método possui características que possibilitam melhores resultados nos processos de aprendizagem.
Metodologia:
Trabalho com o geoplano
Primeiramente formar duplas; em seguida entregar um geoplano de 10 pregos x 10 pregos para cada dupla juntamente com uma porção de atilhos de borracha. Após, familiarizar os estudantes com o geoplano (deixar alguns minutos para que formem livremente figuras com as borrachinhas); depois questionar: quais são as colunas? E as linhas? Quantos pregos tem em cada? (estimular noções de vertical e horizontal, esquerda e direita; solicitar que as duplas envolvam determinadas linhas e colunas com as borrachinhas).
Mais tarde, orientar os aprendizes para que representem os números naturais no geoplano (o estudante deverá envolver os pregos que representam as quantidades pedidas, a partir da primeira coluna – esquerda para a direita; a regra é que em cada coluna só será possível ocupar 10 pregos; quando passar desta quantidade utilizar outra coluna: por exemplo, o numeral 13; ocupar os 10 pregos da primeira coluna, e os 3 pregos da segunda).
Por fim, trabalhar a composição de números no geoplano (rememorar unidade, dezena e centena). Combinar com os aprendizes que cada prego equivale a uma unidade; em seguida questionar; “Então, quanto é uma dezena no geoplano?” – chamar a atenção para as colunas e linhas; “Como você representaria uma centena? É possível representar duas centenas?”. Após, orientar para que representem números no geoplano, e em seguida questionar: “Por exemplo, no número 22, quantas colunas completas você utilizou? O que representam estas colunas no número 22? Quantas dezenas você representou? E unidades?”, etc.
Trabalho com jogo de adição e subtração
Nessa etapa os estudantes (permanecendo em duplas) irão construir um dominó de adição e subtração. Usando folhas de cartolina, régua e canetinhas, vão desenhar 28 retângulos de 3x6cm, com uma linha vertical no meio de cada um, de forma que de um lado estejam as operações e de outro as respostas (as operações e respostas vão ser escritas no quadro pelo professor e copiadas pelos alunos nos retângulos). Em seguida, com o uso de tesourinha, os alunos vão recortar as peças, embaralhar e jogar como um dominó comum (havendo dificuldades com o cálculo mental, deixar livre para o uso de feijões no auxílio a contagem e rascunho para armar os cálculos).
Recursos:
– Geoplanos, borrachinhas, cartolina, régua, canetinha, tesourinhas, feijões.
Fonte: Encontro Educacional
POR QUE DAR LIÇÃO DE CASA?
Diego Sebastião Fagundes
Muitos educadores, ao serem perguntados, têm dúvidas ao responder qual a verdadeira finalidade da lição de casa, embora utilizem-na periodicamente em suas práticas docentes.
A resposta, contudo, é quase sempre a mesma: exercitar conteúdos trabalhados em sala de aula.
Mas será que é só isso?
Definitivamente não. A lição, tema, tarefa, ou qualquer outro nome que se queira dar, é algo que vai muito além do exercício em casa daquilo que se aprendeu na escola. Seu contexto é muito mais amplo e rico em coisas que não só ensinam, como também educam. A lição de casa deve ser concebida como algo que desenvolve comprometimento e responsabilidade com a escola nos momentos em que o aluno está fora dela. Tal procedimento irá auxiliar na criação de um comportamento positivo no que diz respeito ao cumprimento de obrigações, servindo para a vida toda, sendo benéfico nas atividades pessoais e profissionais do educando. Dessa forma, o docente deve dar total importância a lição de casa, mesmo sendo uma prática singela.
Ao ter compreendido a importância da lição de casa, o educador precisa agora saber trabalhar com ela.
O primeiro passo é a escolha do tipo de atividade. O professor deve dar uma tarefa que o aluno possa cumprir, ou seja, pequena e simples. É necessário ter em mente o contexto extracurricular, lembrando que muitas vezes os alunos possuem outras atividades além da escola, e por isso o tempo de resolução da lição não pode ser muito longo. A ideia da lição de casa não é penalizar o aluno com exercícios exaustivos, e sim, propor algo que ele tenha tempo de resolver. Nesse mesmo compasso, deve-se optar por atividades menos complexas, as quais os educandos tenham condições de realizar, pois, uma das premissas da lição de casa é a cobrança – sempre – de sua realização, e por isso é necessário que se trabalhe com atividades de fácil compreensão e que realmente possam ser feitas.
Além da conferência da realização da lição de casa, a correção por parte do professor é algo primordial. Tais procedimentos farão com que o aluno perceba que aquilo é algo importante e que o mesmo precisa realizá-lo de acordo. Se assim não o fizer, o educador passará ao educando a impressão de que a tarefa que lhe foi dada é irrelevante, provida, talvez, no desprendimento docente.
Outro ponto importante é estipular consequências para a não realização da lição de casa. Por isso é importante que tudo fique muito bem esclarecido e registrado. A escola precisa deixar claro para alunos, pais ou responsáveis, assim como para a comunidade em geral, sobre a dinâmica da lição de casa, informando a concepção desta atividade e o que se espera da mesma como contribuição na vida de seus alunos. A previsão no Projeto Político Pedagógico, portanto, deve ocorrer de forma explícita.
Com relação a periodicidade do encaminhamento da lição de casa, é preciso que haja um planejamento da escola como um todo, onde sejam levadas em consideração a idade, a modalidade e a etapa de ensino, até para que não ocorra uma sobrecarga de atividades para serem feitas em casa, o que desviaria a finalidade ora almejada com a lição.
Diante disso, espera-se que a lição de casa passe a ser concebida como algo que vá além do exercício de conhecimentos específicos, pois a mesma possui potencialidades que, se bem trabalhadas, podem dar motivo ao desenvolvimento da prática da cidadania.
Fonte: Encontro Educacional.
ARTIGO: A IMPORTÂNCIA DA LEITURA
Diego Sebastião Fagundes
RESUMO
A prática de leitura possibilita o desenvolvimento de importantes competências, e o leitor se beneficia à medida que as características do bom texto são interiorizadas e assimiladas. Atualmente, novos formatos têm provocado mudanças na instrumentalização do ato de ler, porém, sem obstruir as qualidades dos meios tradicionais existentes. Já a escola e o professor devem incentivar a leitura, impulsionando saberes.
Palavras-chave: Prática de leitura; Importantes competências; Novos formatos.
1 INTRODUÇÃO
O ato de ler promove bem mais do que a simples aquisição de habilidades, pois sua intencionalidade concebida de forma profunda e interativa torna o leitor um ser crítico e atuante nas implicações do dia-a-dia.
Segundo Gontijo (2005), “A leitura é uma atividade essencial a qualquer área do conhecimento. […] Permite ao homem situar-se com os outros. Possibilita a aquisição de diferentes pontos de vista e alargamento de experiências. É também um recurso para combater a massificação executada principalmente pela televisão”. Sem dúvida as palavras do autor demonstram toda a eficácia social do ato de ler, e o surgimento de novos instrumentos como a internet, por exemplo, disseminam informações e conhecimentos de todo tipo. Embora a importância dos recursos tecnológicos seja incontestável, principalmente na área educacional, é preciso ter cuidado com relação aos conteúdos obtidos através dos meios virtuais, pois sua confiabilidade muitas vezes pode ser questionável.
Esse artigo traz de forma sucinta e informal reflexões sobre a importância da leitura, demonstrando seus benefícios no meio educacional e na formação de agentes pensantes.
2 A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER
Ler é um exercício e sua prática leva ao desenvolvimento do raciocínio, da criatividade e da ampliação de saberes.
A leitura é também uma porta que se abre para o conhecimento e para a justiça social, como afirma Souza (2007): “O conhecimento pode ser encontrado através da leitura e esta, por sua vez, possibilita formar uma sociedade consciente de seus direitos e de seus deveres; possibilita que estes tenham uma visão melhor de mundo e de si mesmos”. Embora se tenha o fato de que o ato de ler é responsável pela emanação da cultura e do crescimento de um povo, sabe-se que em nosso país o número de leitores ainda é pequeno, se comparado a muitos países da Europa, por exemplo.
Os recursos tecnológicos influenciam decisivamente na prática de leitura, principalmente no que se refere a livre e rápida escolha do gênero – muitas vezes perigoso. Há também influência na forma de escrever, pois nas trocas de mensagens de texto dos celulares e nos bate-papos e postagens nas redes sociais na internet, o que mais se percebe é a liberdade em cometer erros grotescos de ortografia, assim como em abreviar palavras, das quais, muitas, não se entende nada. Penso que estudantes, jovens e adultos que se utilizam dessa linguagem no mundo virtual, certamente podem vir a enfrentar dificuldades, tanto na leitura como na escrita de um modo geral.
Sendo assim, acredito que a escola possui um papel fundamental no sentido de incentivar a leitura sadia, seja através de meios impressos, seja através de meios virtuais. O professor deve mediar esse processo e viabilizar oportunidades que objetivem o ato de ler, como inclusive aponta Pereira (2007): “[…] o educador preocupado com a formação do gosto pela leitura deve reservar espaços em que proponha atividades novas […]. Trata-se de operacionalizar espaços na escola e na sala de aula onde a leitura por fruição-prazer possa ser vivenciada pelas crianças e jovens”. Ainda com relação à importância do empenho do professor para o fortalecimento do hábito de leitura, vale ressaltar que não é só a área de Letras ou de Literatura que deve lutar por essa causa, mas também as demais áreas, inclusive as exatas, como Matemática, por exemplo. Assim estará sendo formada uma base mais sólida e globalizada, dentro de um contexto dinâmico e interdisciplinar.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Por fim, verifica-se toda a importância da leitura que, de uma maneira geral, espalha conhecimento e contagia o universo muitas vezes obscuro do leitor.
Quem lê está em constante movimento e percebe aquilo que se passa ao seu redor. Também está apto a refletir e julgar com bem mais propriedade sobre os acontecimentos ao seu redor, pois a capacidade de interpretação aumenta com a qualidade, volume e ritmo de leitura realizada. Na escola essa prática é ainda mais importante, pois auxilia no desenvolvimento cognitivo do aluno. O educador deve organizar momentos para que a leitura seja edificada e inclusive socializada, como afirma Souza (2007): “Cabe ao professor promover no espaço de aula um espaço interativo, participativo e tentar extrair dos discentes o conhecimento tácito que estes têm para enriquecimento da discussão, uma vez que diversificadas são as multirreferências que compõem cada um”. Dessa forma, entende-se que o trabalho será ainda mais intenso, pois o debate colocará frente a frente os saberes individuais, assim como estará confrontando as diferentes leituras realizadas.
O docente que não tiver sensibilidade para perceber a importância do ato de ler, certamente deixará irreparáveis lacunas no processo de formação de seus alunos.
5 REFERÊNCIAS
GONTIJO, Antonio T. de S. A importância da leitura na escola de ensino médio: um diferencial de crescimento e enriquecimento cultural, social, intelectual na formação do cidadão no mundo globalizado. Disponível em: <http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=7898> Acesso em: 11 set. 2009.
PEREIRA, Izaides. A importância da leitura nas Séries Iniciais. Disponível em: <http://www.webartigos.com/articles/3046/1/a-importancia-da-leitura-nas-series-iniciais/pagina1.html> Acesso em: 11 set. 2009.
SOUZA, Leila. A importância da leitura para a formação de uma sociedade consciente. Disponível em: <http://www.cinform.ufba.br/…/f42e0a81e967e9a4c538a2d0b68.pdf> Acesso em: 11 set. 2009.
READING THE IMPORTANCE
ABSTRACT
The reading practice enables the development of important skills, and the reader benefits as the characteristics of good text are internalized and assimilated. Currently, new formats have led to changes in the exploitation of the act of reading, but without obstructing the qualities of the existing traditional media. Already the school and the teacher must encourage reading, driving knowledge.
Keywords: reading practice; Important skills; New formats.
Fonte: Encontro Educacional.
SUGESTÃO DE OFICINA DE MATEMÁTICA (NÚMEROS NATURAIS E NÚMEROS ROMANOS – 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL)
Diego Sebastião Fagundes
* Turma: 5º Ano do Ensino Fundamental
Conteúdos:
– Números naturais (operações, cálculos);
– Números romanos.
Objetivos:
– Resolver cálculos envolvendo operações com números naturais através de jogos, dinâmicas e brincadeiras;
– Compreender o conceito e exercitar aplicações de números romanos utilizando jogos;
– Estimular o raciocínio lógico matemático e o cálculo mental.
Justificativa: Considerando as dificuldades encontradas pelos educandos em resolver cálculos envolvendo operações com números naturais, e ainda em entender o conceito e as aplicações de números romanos no 5º Ano do Ensino Fundamental, produzir-se-á uma oficina pedagógica com o uso de jogos, dinâmicas e brincadeiras, tendo em vista que o emprego dessa sistemática possui características que possibilitam melhores resultados nos processos de aprendizagem.
Metodologia:
Trabalho com números naturais
Bingo da tabuada: Distribuir para cada aluno duas cartelas contendo os resultados da tabuada, juntamente com um pouco de feijões; em seguida, explicar a atividade (falar para os estudantes que esse jogo funciona basicamente como um bingo normal: o professor retira de uma bolsinha um papelzinho contendo uma operação da tabuada e a fala para todos; aqueles que tiverem a resposta em suas cartelas colocam um feijão em cima (o professor não diz a resposta, mas anota em um papel para conferir com o vencedor no final; os alunos podem conversar e o professor auxilia se persistirem dúvidas); e assim sucessivamente; vence aquele que preencher primeiro as duas cartelas. Mais tarde, deixar os aprendizes sugerirem novas regras).
Trabalho com jogo sobre números romanos
Antes de dar início à atividade, relembrar números romanos em conjunto com os estudantes (conceito, utilização, exemplos, enfim); após, explicar a prática em si (antes de tudo, formar duplas de alunos pelo número da chamada: o 1 e o 2; o 3 e o 4; etc.; em seguida, explicar que vamos utilizar cartolina, régua, lápis, borracha, canetinha, tesoura para confeccionarmos um dominó sobre números romanos; os aprendizes vão desenhar 28 retângulos de 3x6cm, com uma linha vertical no meio de cada um, de forma que de um lado estejam operações simples de adição ou subtração (5+3; 60-10; etc.) e do outro respostas na forma de números romanos (XIV; XL; etc.) (as operações e respostas vão ser escritas no quadro pelo professor e copiadas pelos alunos nos retângulos). Em seguida, com o uso de tesourinha, os alunos vão recortar as peças, embaralhar e jogar como um dominó comum (havendo possíveis dificuldades, auxiliar as duplas inclusive com a ajuda do quadro).
Recursos:
– Jogos, folhas de rascunho, lápis de escrever, borracha, quadro, giz, tesourinhas, canetinha, cartolina, régua.
Fonte: Encontro Educacional.
A IMPORTÂNCIA DE MEMORIZAR A TABUADA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Diego Sebastião Fagundes
A falta de domínio da tabuada é um dos fatores que leva os estudantes a terem dificuldades na aprendizagem matemática. Essa defasagem – que tem origem nos anos iniciais do ensino fundamental – promove problemas que percorrem toda a vida escolar, acadêmica e profissional do aluno.
Muitos fatores contribuem para que esse quadro ruim ocorra, no entanto, existem condições pedagógicas bastante significativas que podem aprimorar e fazer a diferença no trato com a tabuada. Atualmente o trabalho do professor tem objetivos focados no sentido de que o aprendiz compreenda como se dá a construção da operação de multiplicação (utilizando para isso a soma das quantidades), esperando-se que a partir daí o mesmo passe a ter a habilidade necessária para realizar cálculos. Nesta perspectiva, atividades de memorização têm ganhado pouquíssimo espaço, fato esse que em grande parte se deve ao combate a tão famosa “decoreba”.
O surgimento dessa nova abordagem trouxe pontos positivos e negativos ao trabalho com a tabuada. Os pontos positivos se referem ao fato de que a prática pedagógica passou a demonstrar com ênfase como ocorre a construção da operação matemática, realidade essa que antigamente era pouco considerada. Já os pontos negativos estão relacionados, sem sombra de dúvidas, a falta de memorização da tabuada. Quando os cursos de formação de professores passaram a orientar para que a atividade docente levasse o estudante a compreender a construção da tabuada, e não a decorá-la, muitos equívocos apareceram e hoje trazem reflexos contraproducentes no ensino de matemática como um todo.
O fato é que é imprescindível que o aluno saiba como se compõem as operações, assim como é imprescindível que o mesmo saiba toda a tabuada “na ponta da língua”. Mas por que é tão importante memorizar a tabuada?
Saber a tabuada é necessário, basicamente, para resolver cálculos de multiplicação. Imagine um aluno dos anos iniciais do ensino fundamental tendo que resolver uma operação com vários números nos dois termos, e que não tem domínio da tabuada. Ele provavelmente tentará usar o conhecimento referente às construções das operações, como por exemplo, para resolver quanto é 7×9, fará 9+9+9+9+9+9+9=63; certamente o resultado será o mesmo do que se ele tivesse memorizado que 7×9=63, mas, por outro lado, observe o tempo e o desgaste que este aluno irá ter para resolver um cálculo médio ou grande. A chance de este estudante desistir devido ao cansaço – ou mesmo errar – é enorme, e são estes tipos de processos que vêm contribuindo para o aparecimento de dificuldades na aprendizagem de matemática. Nesse caso em especial, porque a maioria das atividades docentes não vem cobrando nem incentivando que os aprendizes decorem – ou memorizem, como se diz atualmente – a tabuada, na expectativa de que os mesmos passem a interiorizá-la com o tempo através do conhecimento de como se dá a sua construção.
É essencial que o fazer pedagógico exija que o aluno saiba como se dá a construção da tabuada e, ao mesmo tempo, memorize-a, pois a memorização será a habilidade mais utilizada pelo estudante no decorrer da sua vida no trato matemático com a multiplicação. Por isso o professor não deve abrir mão de técnicas de memorização lúdicas e tradicionais, como por exemplo, jogos, dinâmicas e ditados orais e escritos.
Fonte: Encontro Educacional.
