A Polícia Civil avançou, nesta terça-feira (10), na coleta de depoimentos sobre a morte de Celso Siebert, de 56 anos, ocorrida em Porto Lucena, no noroeste do Rio Grande do Sul. Segundo o delegado responsável pelo caso, João Vittorio Barbato, as oitivas realizadas com familiares da vítima reforçam a tese de abuso de autoridade.
De acordo com o delegado, os familiares relataram que houve uma briga anterior entre o suspeito, o policial militar, e Celso, motivada por questões de trânsito. Ainda conforme os depoimentos, teriam sido efetuados ao menos três disparos, e o policial apresentava comportamento alterado, possivelmente sob efeito de álcool.
As declarações também indicam que a vítima não estava armada no momento da ocorrência, embora existam indícios de que possa ter havido resistência à abordagem policial.
Barbato informou que os dois policiais militares que estavam de serviço no momento do fato foram convocados para prestar depoimento, porém apresentaram laudos médicos, o que resultou na ausência deles nesta etapa da investigação. O mesmo ocorreu com o policial militar investigado, que tinha compromisso relacionado a testemunho em processo judicial e audiência de custódia marcada para o mesmo horário dos depoimentos.
O delegado afirmou que pretende ouvir os policiais envolvidos e o investigado nos próximos dias para concluir o inquérito e esclarecer a dinâmica dos fatos.
O Ministério Público de Porto Xavier solicitou a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, pedido que foi aceito pela Justiça Estadual. O policial permanece detido e à disposição do Judiciário, enquanto a Polícia Civil segue com as diligências.
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Fonte: Polícia Civil

