A interdição do Lar do Idoso, em São Nicolau, trouxe uma grande preocupação aos trabalhadores que serviam a instituição: quem vai honrar com o pagamento de seus salários atrasados e outros direitos trabalhistas que não foram cumpridos?
De acordo com relatos de funcionárias do local, o salário referente ao mês de agosto não foi liquidado e há também férias não cumpridas ou pagas e 13º Salário. Algumas trabalhadoras não tinham carteiras assinadas. Quando fechado, o local tinha 10 trabalhadores que recebiam seus salários pela instituição.
O primeiro caminho buscado pelos trabalhadores foi o prefeito Rafael Godói que informou ao grupo que nada poderia fazer em relação a quitação desses direitos, já que a prefeitura não tinha nenhuma relação com o Lar. Antes, a coordenadora Fátima Hoffmann, fez a baixa nas carteiras e teria dito aos trabalhadores que não seriam quitados os direitos trabalhistas, segundo informação de uma das funcionárias do local.
No entanto, o poder Público municipal repassava mensalmente um subsídio de R$ 4 mil à instituição e teria, segundo relato de funcionárias, nomeado a coordenadora da instituição, ainda na gestão do prefeito Ricardo Klein. A técnica de enfermagem que atuava no Lar, também era contratada pela Prefeitura, segundo relatado. O local onde o Lar funcionava era um espaço cedido pelo município.
Se a prefeitura não tinha vínculo com o lar “por que, quando chegava doações, o prefeito ia tirar foto junto?” questiona uma das ex-atendentes.
Quando a coordenação do Lar, há reclamações quanto a sua atuação na instituição, pois, segundo uma fonte consultada, “o lar não tinha diretoria porque a coordenadora tirou todos que faziam parte”.
O QUE DIZ O EX-PREFEITO
O ex-prefeito Ricardo Klein disse que foi colocada a coordenadora, que aceitou o encargo, mas o município não tinha nenhuma ingerência sobre o Lar, apenas fazia um repasse financeiro e cessão de profissional. Era difícil, diz ele, manter uma diretoria, pois ninguém queria assumir, visto as dificuldades que a instituição sempre teve. Quando ao espaço utilizado, a prefeitura adequou um prédio doado pela Associação dos Funcionários do Banco do Brasil ao município e este cedeu ao Lar. Energia elétrica e água no imóvel também era custeado pelo município.
Por fim, Klein disse que nunca foi possível criar uma diretoria e a coordenadora “fazia o que podia”.
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O QUE DIZ O PREFEITO
O atual prefeito Rafael Godóis, confirma que somente a coordenadora se dispôs a continuar na gestão do Lar. Na questão da diretoria, afirma que nunca teve nenhuma interferência.
Diz que algumas melhorias, limitadas aos recursos disponíveis, foram realizadas pela prefeitura na atual gestão, tais como adequações de banheiros.
Sobre as ações e futuro da entidade não pode, como gestor público, não pode responder, visto ser uma entidade privada.
O QUE DIZ A EX-PRESIDENTE
Em contato com a ex-presidente da instituição, em 2001, Diva Lúcia da Silva Silva, limitou-se a dizer que foi dirigente em 2001, não faz parte do Lar do idoso, e não tem nada a declarar. Fonte diz que, em 2017, ela presidiu a instituição.
O QUE DIZ A COORDENADORA
O portal News tentou contato com a coordenadora Fátima loisa Peres hoffmann, mas até o fechamento desta reportagem ela não havia dado retorno. O espaço está aberto a suas manifestações, caso desejar.
NOTA DA PREFEITURA
Em nota de esclarecimento, a prefeitura informou que já adotou todas as providências necessárias para garantir a continuidade dos cuidados aos residentes.
Os idosos que necessitam de acolhimento institucional estão sendo realocados para novas instituições de abrigo, adequadas às suas necessidades e condições individuais, com o devido acompanhamento do Poder Público.
Nos casos em que foi identificada a possibilidade de permanência junto aos familiares, o Município também está realizando o encaminhamento e direcionamento dos idosos às suas respectivas famílias, buscando preservar os vínculos familiares e afetivos. O Município também está providenciando, conforme a necessidade de cada residente, os encaminhamentos para atendimento de saúde, inclusive nos casos que demandam acompanhamento especializado e atenção em saúde mental, em articulação com a rede pública de atendimento e os serviços competentes.
NOTA DO PORTAL
Esta reportagem preservará as fontes que a originaram, algumas a pedido das próprias.
Texto: Portal News
Imagem: Rede social

