
A Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS) divulgou o balanço anual da violência contra a mulher referente ao ano de 2025, revelando uma expressiva redução nas ocorrências em comparação ao ano anterior. Conforme os dados, foram registrados 738 casos em 2025, contra 847 em 2024, o que representa 109 ocorrências a menos em toda a Região Celeiro.
O levantamento mostra que, até outubro, a região não havia registrado nenhum caso de feminicídio. No entanto, em novembro, Miraguaí contabilizou o único feminicídio do ano. Entre os demais delitos, foram 21 casos de estupro, enquanto as ameaças seguem como o crime mais frequente, totalizando 484 registros. Além disso, 232 casos de lesão corporal foram notificados. O mês de dezembro foi o que apresentou o maior número de ocorrências, com 74 registros.
Municípios em destaque
Nove municípios da Região Celeiro ultrapassaram a média regional de 10,24 casos por mil mulheres. Em ordem decrescente, figuram Miraguaí, Braga, Tenente Portela, Coronel Bicaco, Sede Nova, Redentora, Chiapetta, Derrubadas e Santo Augusto.
Em números absolutos, Três Passos liderou o ranking com 127 registros, sendo 90 deles relacionados a ameaças. Já na análise proporcional, Miraguaí apresentou o maior índice da região, com 22,97 casos por mil mulheres, seguido por Braga, com 17,85. Este é o segundo ano consecutivo em que Miraguaí ocupa a primeira posição no ranking proporcional.
Preocupação com Miraguaí
Apesar da redução geral, os números de Miraguaí acendem um alerta. Por se tratar de um município de pequeno porte e, pelo segundo ano consecutivo, registrar o maior índice proporcional de violência contra a mulher, a situação é considerada preocupante. Diante desse cenário, há necessidade urgente de políticas públicas específicas, voltadas à prevenção, proteção e apoio às vítimas, a fim de impedir que o crescimento da violência comprometa a tendência regional de queda.
Metodologia adaptada
Devido à baixa densidade populacional da Região Celeiro, a SSP-RS aplicou uma metodologia diferenciada para o cálculo das taxas. Em vez do padrão estadual — que considera a proporção por 100 mil habitantes —, a análise regional utiliza mil mulheres como base de comparação, permitindo uma leitura mais fiel e precisa da realidade local.
CONFIRA DADOS POR MÊS E MUNICIPIO
Fonte: Observador Regional


